O que uma conexão TLS negocia, e o que este scan registra
Toda conexão HTTPS começa com um handshake. O cliente informa as versões de TLS e os conjuntos de cifras que suporta. O servidor escolhe uma combinação entre as que aceita e apresenta o certificado. A qualidade da criptografia da sessão é definida nessa escolha, e a escolha depende do que o servidor está configurado para aceitar.
O certificado responde apenas por identidade: prova que o servidor é quem diz ser. Ele não determina a versão do protocolo, o algoritmo de troca de chaves nem o conjunto de cifras. Um servidor com certificado válido pode aceitar TLS 1.0, negociar troca de chaves RSA e manter compressão TLS ativa. Nenhuma dessas condições aparece no navegador.
Como o scan mede. Ele executa handshakes sucessivos, oferecendo a cada tentativa uma versão ou uma cifra específica, e registra o que o servidor aceita. Com isso responde a três perguntas: quais versões de protocolo estão habilitadas, quais conjuntos de cifras são negociáveis e se a troca de chaves gera uma chave efêmera por sessão, o que caracteriza Perfect Forward Secrecy. Também verifica compressão TLS, renegociação segura, suporte a TLS_FALLBACK_SCSV e a resposta às sondas de Heartbleed e ROBOT.
A análise usa a mesma engine do cidguard, baseada em sslyze. Cada achado sai com severidade, a evidência do que foi negociado e a instrução de correção. Os termos do resultado estão explicados no glossário.
